1 Izelda Siqueira Mello
Transcrição
1 Izelda Siqueira Mello
Este texto registra os ascendentes de Izelda Siqueira Mello Pomilio (minha mãe). Esta parte percorre o caminho dos Siqueira Mello, principalmente o ramo estabelecido em Jundiaí – SP. Sabe-se que há descendentes de Bibiano Siqueira Mello em São Paulo, fruto de seu primeiro casamento. As informações que se seguem, no que se refere às gerações antigas, devem-se principalmente às lembranças de Rosalinda (Linda) Siqueira Mello Falocci e de Eunice de Andrade Mello. Àqueles que tiverem mais informações, fotos, agradeço a colaboração enviando para que seja possível melhorar este documento. José Antenor Pomilio, 24 de fevereiro de 2010 [email protected] 1 Izelda Siqueira Mello Nasceu em Jundiaí, SP, em 8 de abril de 1936. Primogênita de Eunice (Eunicia) Rodrigues de Andrade e Antenor Siqueira Mello. Teve duas irmãs: Ineida (nascida e falecida em Jundiaí em1939 e 1946 respectivamente) e Ineuza (nascida em Jundiaí em 11/03/1941). A infância transcorreu na Vila Rami, em Jundiaí, onde residiam à Rua Cica. Cursou até o quarto ano do então curso primário, o que era normal naquela época, pois o nível de ensino seguinte só existia em escolas localizadas no centro da cidade, o que dificultava o acesso. Como os pais trabalhavam, teve muito convívio com a avó paterna, Verônica, que na época morava com a família. Nesta época auxiliava nas tarefas domésticas e levava as refeições (marmita) para os pais em seus locais de trabalho. Aos 13 anos começou a trabalhar na cerâmica Cidamar (onde trabalhava o pai) e depois de 3 anos foi trabalhar na tecelagem Argos. Jundiaí, à época, era um grande centro têxtil. Aos 17 anos fez uma cirurgia para correção de estrabismo, que se instalou quando tinha 3 anos, possivelmente por causa de uma convulsão. Começou a namorar o futuro esposo, Vavo, em 1953. Izelda e Norivaldo (Vavo) casaram-se em 1/12/1956. Inicialmente residiram em Jundiaí, onde nasceram Roseli Aparecida Pomilio (1/2/1958) e José Antenor (6/5/1960). Residiram na casa de Izelda, na Rua Cica, depois se transferiram para a R. Regente Feijó, em seguida para a Rua Monteiro Lobato (onde nasceu Roseli) e R. 13 de Maio (onde nasceu Antenor) e posteriormente compraram uma casa na Vila Scavone. A mãe de Izelda (Eunice) sempre residiu com eles. Inicialmente a irmã (Ineuza) também residiu com eles, até seu casamento com Nivaldo Bomeisel. Em 1964 mudaram-se para São Caetano do Sul em virtude do novo emprego do marido. Vavo, Roseli, Izelda e Antenor (Itanhaém, ~1968) Em 1972 compraram uma casa em Santo André (Rua das Figueiras 2540) onde Izelda e Eunice residem até hoje. Izelda (~2000) 1.1 Antenor Siqueira Mello Nasceu em Itatiba (bairro Curupira?) (ver Bibiano) em 22/02/1912, mas foi registrado em 11/3/1912. Casou-se com Eunice em 29/11/1935. Teve três filhas: Izelda, Ineida (nascida e falecida em Jundiaí em 11/7/1939 e 11/??/46 respectivamente) e Ineuza (nascida em Jundiaí em 11/03/1941). Ineuza se casou com Nivaldo Bomeisel e tiveram os filhos Denise e Dênis. Sempre trabalhou na cerâmica Cidamar. Inicialmente, após o casamento, moraram em casa da “colônia”, ou seja, casa da Cidamar onde moravam seus empregados. Em 1951 se mudaram para a casa da Rua Cica, casa que construíram. Faleceu com problemas cardíacos em 31/07/1954. Está enterrado no cemitério N. S. do Desterro (centro) em Jundiaí. Eunice, Antenor, Izelda, Ineuza e amiga (foto à direita) aprox. 1952. 1.1.1 Bibiano Siqueira Mello Nasceu em 7/1/1876 (Taubaté ou Campos/RJ) e faleceu em Jundiaí em 3/10/1931. Casou-se com Verônica Martignago. Moravam em Itatiba, em uma fazenda, a qual foi arrendada em aprox. 1919, quando a família se mudou para Jundiaí. De um primeiro casamento teve um filho, de nome Claudino (o qual teve 14 filhos). Do casamento com Verônica teve os seguintes filhos: Bibiano (Bianico), Antenor, Antonio, Rosalinda (Linda) e José. Conta-se na família que Bibiano participava de manifestações populares como a congada, possuindo uma espada ritual (que está em posse de José Falocci), além de fazer simpatias e benzeduras. Era seu um “Livro de São Cipriano” com rezas e receitas, que foi queimado pela sua esposa, Verônica, após sua morte. Bibiano (nascido em 1910 e morto em 1965) casou-se com Onofra e se estabeleceram em Osasco. Seus filhos são: Milton, Celino, Tonico, Catarina e ? Os demais se mantiveram em Jundiaí. Antonio (nascido em 7/5/1916 e morto em 23/4/??) se casou com Jandira Malatesta e tiveram 5 filhos: Oscar, Marinite (Tota), Toninho, Cláudio e José Edgar. José (nascido em outubro de 1918 e morto em abril de 1986) se casou Olinda Biasotto e tiveram 4 filhos: Adão, José (Zezinho), Eva e Maria Aparecida (Cida). Rosalinda (nascida em 31/1/1914, registrada em 1/3/1914, falecida no Rio de Janeiro em ???) casou com Zanobi Falocci e de mudou para São José dos Campos e, posteriormente para o Rio de Janeiro. Tiveram 3 filhos: Ailton, José e Maria Aparecida. Bibiano e Verônica 1.1.1.1 Claudino (Cláudio?) Siqueira Mello Pai de Bibiano, é o mais antigo familiar identificado na linha Siqueira Mello. Segundo depoimento de Linda (Rosalinda) S. Mello, seria português, militar e teria servido na guerra do Paraguai, como alferes (haveria uma citação de seu nome em livro sobre a Guerra do Paraguai em livro do historiador Rocha Pombo). Teria vindo para São Paulo (Atibaia) a partir de Campos dos Goytacazes, no estado do Rio de Janeiro. De fato, naquela cidade há registros (Orkut) de pessoas com este sobrenome. Além de Bibiano, teriam tido pelo menos uma outra filha, de nome Ana. 1.1.1.2 Donária Queiroz Telles Filha de pai português e mãe índia, faleceu em 1921. Casou-se com Claudino Siqueira Mello. 1.1.2 Verônica Martignago Nascida em julho de 1892, em Itatiba (ou Campo Largo?) e falecida em Jundiaí em 23/1/1963. Casou-se com Bibiano Siqueira Mello. Está enterrada no cemitério N. S. do Desterro (centro) em Jundiaí. Em relação ao sobrenome de Verônica, embora exista uma versão do sobrenome "Martiningo", na certidão de casamento de Rosalinda, o nome que se pode ler é “Martignago”. Tal confusão pode se dever ao fato de que a certidão ser manuscrita. Martignago é um sobrenome italiano do qual há registro de entrada no Brasil (Hospedaria dos Imigrantes). Não há registro do nome Martiningo, nem no Brasil nem na Itália, de onde a família da Verônica é originária. A grafia confusa se perpetuou nos documentos mais modernos. 1.1.2.1 Antonio Martignago Nascido em Padova, na Itália e falecido em Itatiba em 1924. Casou-se com Luiza e tiveram os seguintes filhos: Ernesto (que era carvoeiro), Giulia, Maria, Benedito, José e Verônica. 1.1.2.2 Luíza Nascida em Mantova, Itália e falecida em 1926 (em Itatiba?). Casou-se com Antonio Martignago.