hermosura - Devir Capa
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hermosura - Devir Capa
a sul | 8ª edição direcção direction Carlos Casella, Ana Frenkel colaboração na criação collaboration in creation Juan Minujin, Daniel Cúparo intérpretes performers Carlos Casella, Ana Frenkel, María Ucedo, Gabriela Barberio, Mayra Bonard interpretes convidados invited performers Daniel Cúparo, Juan Minujin música music Diego Vainer cenografia scenography Alberto Negrín figurinos clothing Trosman-Churba, El Descueve luzes lightning Gonzalo Córdova operador de luz lights operator Marcelo Alvarez engenheiro de som sound engineer Martín Menzel direcção técnica technical direction Simon Dimotta vídeo video Gonzalo Pampón direcção de voz e tema direction of voice and theme “Te extraño” Diego Frenkel produção executiva / managment executive production / management Alejandra Menalled produção production El Descueve “hermosura joga ironicamente com a realidade. mergulha nas fantasias amorosas do Homem abrindo mundos distintos onde procura e se perde. é show. é uma guerra de alcova. é uma declaração de amor. uma mulher atada. é um recital de canções. um musical carregado de energia erótica e selvagem.” “quem nunca sonhou ter uma Italiana perversa a despir-se à sua frente, quem nunca sonhou beijar todas as pessoas que passam à sua frente, atar a sua mulher e responder a todos os seus desejos mais íntimos, sentir o corpo dos outros desesperadamente seu.” “hermosura plays an ironic game on reality. It dives into the love fantasies of Man, by opening up different worlds in which to search and get lost. it is entertainment. it is a couple dispute. It is a love proposal.A woman tied up.A song concert.A musical loaded with wild energy and eroticism.” “who has never dreamt of having a perverse Italian woman undress in front of them, who has never dreamt of kissing everyone who passes by them, about tying up their wife and fulfilling all her most intimate desires, feeling others' bodies desperately theirs.” hermosura El Descueve | Argentina a sul | 8ª edição “o tornado que pairou há dois dias atrás sobre Shangai foi tão poderoso que arrastou consigo uma camponesa. diz-se que voou sobre postes de electricidade e sobre centenas de árvores. o voo durou uns bons três minutos e terminou suavemente.” “the tornado which raged a couple of days ago above Shanghai was so powerful that a peasant woman was carried away. she is said to have flown over power lines and hundreds of trees. this flight lasted a good three minutes and ended softly.” les coreografia artistic direction and choreography Wim Vandekeybus música original music Thierry de Mey direcção de ensaios artistic assistance and rehearsal direction Eduardo Torroja assistente de ensaios Bélgica rehearsal assistance Belgium Muriel Héraulta assistente de ensaios Portugal rehearsal assistance Portugal Marta Silva intérpretes performers Jorge Jauregui (Espanha), Berit Jentz (Alemanha), Raul Maia (Portugal), Gabrielle Nankivell (Austrália), Josef Palm (Suécia), Helder Seabra (Portugal),Eleonore Valere (Bélgica) e Vania Vaneau (Bélgica / Brasil) fotografia photography Octavio Iturbe co-produção co-production Companhia Instável Associação (PT), Ultima Vez (B),Teatro Nacional S. João (PT), Pact Zollverein/CZNRW (Essen, A) e Teatro Comunale di Ferrara (I) apoios support Danceweb Europe (com o apoio do programa da União Europeia - Cultura 2000), NEC e Ministério da Cultura/IA por vezes quem traz notícias – boas ou más – sente uma corrente emocional mais intensa do que a pessoa para quem estão destinadas... “les porteuses de mauvaises nouvelles” é um estudo das implicações físicas e teatrais deste estado. explora e desenvolve o confronto entre o actor e o eminente, elementos inalienáveis da realidade: peso, duração, queda, respiração. Wim Vandekeybus criou “les porteuses de mauvaises nouvelles” em 1989, com a qual ganhou o seu segundo Bessie Award e o London Dance and Performance Award. em 2004, o coreógrafo desloca-se ao nosso país para recriar e apresentar esta peça para 8 bailarinos (o elenco inclui bailarinos portugueses), sendo o ponto de partida para uma tournée internacional. very often, the person who brings news – good or bad – feels an emotional charge more intense than the person for whom it is destined… “les porteuses de mauvaises nouvelles” is a study of the physical and theatrical implications of this state. it explores and develops the confrontation between the actor and the imminent, inescapable elements of reality: weight, duration, falling, and breath. in 1989,WimVandekeybus created “les porteuses de mauvaises nouvelles” for which he received his second Bessie Award. in 2004, the choreographer is in Portugal to stage the revival of this piece for 8 dancers (including portuguese dancers), a departure point of an international tour. porteuses de mauvaises nouvelles Companhia Instável / Wim Vandekeybus | Portugal a sul | 8ª edição criação creation Krapp ideia e direcção geral concept and direction Luciana Acuña, Luis Biasotto coreografia choreography Luciana Acuña, Luis Biasotto, Agustina Sario intérpretes performers Luciana Acuña, Gabriel Almendros, Luis Biasotto, Edgardo Castro, Agustina Sario, Fernando Tur música music Fernando Tur, Gabriel Almendros cenografia set design Ariel Vaccaro vestuário costume design Gabriela Fernández desenho de luz light design Marcelo Álvarez fotografia photography Carlos Furman, José Luis Carracedo, Natalia De Genaro design web web design Damián Vergani internet & multimédia internet & multimedia Puerto Web produção production Mariana Tirantte apoios support Fundación Antorchas, Fondo Nacional das Artes, Fundación Teatro del Sur y Mousiké, Instituto Prodanza “mendiolaza inspira-se em imagens de povoamentos serranos, do ponto de vista de uma poesia devastadora e feroz, entre o movimento perpétuo e um humor corrosivo. os seus habitantes são criaturas do sub mundo, presas em situações de compulsão e fracasso, obrigadas a cumprir uma rotina inevitável. retratos de saudade, corrupção e miséria, estão presentes em todas as cenas deste drama coreográfico, em que as personagens se deterioram debaixo de uma cobertura de carne desgarrada.” “mendiolaza is inspired in images of hilly towns from a devastating and brutal point of view, between a perennial movement and a corroding sense of humour. its inhabitants are creatures of an underworld, shut in situations of compulsion, failure and subject to an inevitable routine. portraits of loneliness, corruption and misery appear in the different units of this choreographic drama in which characters deteriorate under a coating of torn flesh.” mendiolaza Krapp | Argentina ideia e direcção concept and direction a sul | 8ª edição Rodrigo Pardo coreografia choreography Rodrigo Pardo em colaboração com in collaboration with Marina Brusco e Victoria Ansiaume intérpretes performers Noelia Leonzio, Rodrigo Pardo textos e desenhos texts and drawings Lucía Bianco desenho de luz light design Miguel Solowej, Rodrigo Pardo desenho de som sound design Sebastián Zambrana figurinos clothing Liliana Piekar, Carmen Baliero assistência geral general assistance Hernán Todisco fotografia photography Andrea López apoios support Fondo Nacional de las Artes 2000, Fundación Antorchas 2001, Instituto Prodanza 2001-2003 “inserida numa dramaturgia essencialmente física, a obra escapa a definições de estilo dentro da linguagem da dança contemporânea, auxiliando-se de técnicas tão diferentes como o tango e contact-improvisation. cuadro negro sobre fondo negro apresenta em palco a problemática de um casal dividido, num tempo e espaço indefinidos, onde a simples utilização de uma fita de papel, estabelecendo limites no chão, representa o conflito dentro de uma casa, de uma cama ou mesmo no interior de um quadro suprematista. a referência directa à pintura de Kasimir Malevitch, como também aos princípios fundamentais da música e poesia concretas, permitem libertar a história de todo um lado anedótico e meramente representativo, utilizando cada um destes materiais expressivos pelo que os próprios representam. da mesma maneira estas personagens dançarão, cantarão ou lerão um texto, girando em torno do abraço, da recusa, da saudade, do limite, questionando inclusivamente a estrutura da obra, apagando a luz por momentos àquilo que o espectador não teria de estar a ver, como se assistisse-mos numa só vez ao espectáculo e ao ensaio. quando o mundo se revela impossível de abarcar, só nos resta reinventá-lo, criar um à nossa medida.” “inserted in the essentially physical dramaturgy, the piece avoids definitions of style within the contemporary dance language, aiding itself through diverse techniques such as tango and contact-improvisation... cuadro negro sobre fondo negro presents on the stage the problems of divided couple, in undefined space and time, where the simple use of a strip of paper, establishing limits on the floor, represents the conflict within a house, a bed or even within a suprematist painting. the direct reference to Kasimir Malevitch's paintings, as well as to the concrete fundamental principals of music and poetry, permit the story's release from the anecdotal and merely representative side, using each of these expressive materials for what they themselves represent. this is how the characters will dance, sing, or read a text, revolving around the hug, the refusal, the limit, questioning the actual structure of the piece, switching off the lights to what the spectator need not see as if we were simultaneously watching a rehearsal and a performance. when the world shows itself to be unshakable all we can do is reinvented it, create one up to our measure.” cuadrado negro sobre fondo negro Rodrigo Pardo | Argentina coreografia choreography Florencia Olivieri intérpretes performers Ariel Martínez, Florencia Olivieri colaboração coreográfica choreography assistant Ariel Martínez assistência assistant Natalia Bragagnolo música original original music Federico Mutinelli músico de bandoneón bandoneón player Alejandro Pérez desenho de iluminação lighting design Miguel A. Solowej figurinos costume design Ariel Martínez, Florencia Olivieri produção production La Marea Danza apoios support Fundación Antorchas “vistas, as there are infinite points in space from which to see an object. or a dance... vistas, as there are infinite shapes a living body can take. or a couple on stage... a man and a woman interact in the pure language of movement and form, their facing bodies pierced by space. the narrative is constructed along the sheer succession of displayed views. like a kaleidoscope of countless images which, together, reveal their sense. the form of this piece seeks to free itself from the reproduction of naturalistic motifs, devoid of anything ornamental, in search of an outside form for an inner world. the piece aims to decompose concrete space, dismantling a central perspective into manifold viewpoints. a square encloses the scope of action. every proportion and measure will refer to it through the geometrical use of its sides, diagonals, perimeter, subdivisions, measures; always in relation to the shapes of the body and its parts. body and space enter a dialogical relationship in which the body does not situate itself in space a priori: the body experiences space. it is pierced by space and at the same time space is created and designed by the body which moves in it. the bodies are moving shapes which alter, steer, arrange, combine, meet, hold, push, crawl, bind each other. movement is not built from the individual body but form the interstices between one body and the other.” a sul | 8ª edição “vistas porque há infinitos pontos no espaço a partir dos quais é possível vislumbrar um objecto, ou uma coreografia... vistas porque há infinitas imagens que um objecto vivo pode tomar, tal como um dueto em palco... um homem e uma mulher relacionam-se entre si com a linguagem pura do movimento, a forma, a confrontação dos seus corpos atravessados pelo espaço. o espectador compreenderá a evolução desta relação através da sucessão estreita e pura dos planos (vistas) que são mostrados. como um caleidoscópio de inúmeras imagens que juntas, no final, revelam o sentido. a forma nesta obra procura libertar-se da reprodução de motivos naturalistas, erradicar todo o ornamento, procurar uma forma externa para um mundo interno. esta criação procura desintegrar o espaço concreto, rompendo uma perspectiva central, sugerindo uma multiplicidade de pontos de vista. um quadrado delimita o espaço de acção. todas as proporções e medidas se submeterão a ele através da utilização geométrica dos seus lados, diagonais, perímetro, subdivisões, medidas; sempre em relação com as formas do corpo e as suas partes. o corpo e o espaço estabelecem uma relação de dialéctica, na qual o primeiro experimenta o segundo. o corpo é atravessado pelo espaço e ao mesmo tempo o espaço é construído e desenhado pelo corpo que se move nele. os corpos são formas em movimento que se transformam, que se direccionam, que se ordenam, que se combinam, que se encontram, que se contêm, que se empurram, que se arrastam, que se limitam. o movimento não se constrói a partir do corpo individual, mas sim a partir dos interstícios de um corpo e outro.” vistas Florencia Olivieri | Argentina a sul | 8ª edição concepção e direcção artística conception and artistic direction Carlos “Zingaro”, Ludger Lamers violinos, electrónica violins, electronic instruments Carlos "Zingaro" movimento, voz, found objects, percussão movement, voice, found objects, percussion Ludger Lamers video/som interactivo video/interactive sound Ivan Franco electrónica, som interactivo electronics, interactive sound Carlos Santos, Emídio Buchinho produção production Granular Associação “music, dance, image, words, everything is adding up or pilling up (accumulating) with “parasita acumulador”. the “hardcore” basis of the performance, of violinist / composer Carlos “Zingaro” and german dancer / choreographer Ludger Lamers, has a name which mostly tells us everything about expected implications — resonant bodies. and what's in play are not exactly the mechanics of sound projection or its extensions between objects and instruments — “prosthesis” as “Zingaro” refers to his violin —, of its physicality, even when everything goes through exactly that: the body, its arms and hands, and its extensions. this performance / installation / concert plays with acoustical and visual illusions, “trompe l'oreille” and “trompe l'oeil”, as well as with non-obvious manipulations of time. the technology as a fundamental function, but not by itself, as it is all about the man / machine duality, the way reality confronts the artificial, or in other words, with virtual representations operated on stage in real time. when virtuality is mentioned, the normal tendency will be for us to think of computers and related digital technology, but in this aspect parasita acumulador is everything but obvious. let us imagine a dung beetle pushing a huge ball of dirt and collecting everything on its way — that is exactly what the expanded version of resonant bodies intends to do. beginning with the dancer's movements — a “dancer” (…) where more minimal and tiny sounds are amplified and transformed until they are the basis of most of the things we hear, but in such a way that whatever we see happening on stage is not exactly what the speakers will reproduce nor what the projection surfaces will show, even as close-ups.” Rui Eduardo Paes “inspirado nos corpos deformados do pintor Francis Bacon, nos ambientes “cyber-punk” de J.G. Ballard em «The Atrocity Exhibition» ou «The Disaster Area» e no delírio de filmes como «Crash» e «Naked Lunch», de David Cronemberg, «parasita acumulador» é um composto de música, dança, vídeo e palavras em que tudo se vai somando ou sobrepondo. o núcleo duro do espectáculo, constituído pelo violinista e compositor português Carlos “Zíngaro” e pelo coreógrafo e dançarino alemão Ludger Lamers, tem um nome que já diz tudo: Resonant Bodies. e o que está em causa não são propriamente as mecânicas da projecção sonora ou as extensões, por meio de objectos e instrumentos – “próteses”, como “Zingaro” refere o próprio violino –, da fisicalidade, mesmo que tudo passe pelo corpo e pela tecnologia que prolonga as capacidades deste e lhe proporcionam um maior alcance. esta performance / instalação / concerto joga com ilusões acústicas e visuais, “trompe l'oreille” e “trompe l'oeil”. a tecnologia tem mesmo neste espectáculo uma função determinante, mas não por si mesma, pois trata-se de explorar a dualidade homem / máquina, a forma como a realidade lida com o artifício, ou dizendo melhor, com as representações virtuais operadas ao vivo. imagine-se um escaravelho a formar uma enorme bola com os detritos que vai recolhendo à sua passagem – é isto, precisamente, o que se propõe fazer, tendo como ponto de partida os movimentos do “bailarino” (…), cujos mais ínfimos ruídos são amplificados e transformados até consistirem na base de tudo o que se ouve, mas de tal maneira que aquilo que se vê acontecer no palco não é exactamente o que os altifalantes da sala transmitem nem o que as telas mostram, mesmo que em close-up.” Rui Eduardo Paes parasita acumulador #3 Carlos “Zíngaro” e Ludger Lamers | Portugal pixel a sul | 8ª edição concepção / coreografia / desenho de luz concept/ choreography /light design Rui Horta intérpretes performers Luís Guerra, Patrick Hurde música music Vítor Joaquim multimédia multimedia Hélder Luís design da estrutura structure design Fernando Brísio construção da estrutura structure builder Manuel Lobão assistência artística / relações públicas / tour-management artistic assistance / public relations / tour-management Bruno Heynderickx administração / produção administration / production Narcisa Costa equipa técnica technical crew Bruno Heynderickx, João Sofio, Luís Bombico produção production EXPERIMENTADESIGN 2001 co-produção co-production Centro Coreográfico de Montemor-o-Novo e Câmara Municipal de Montemor-o-Novo apoios support IPAE – Ministério da Cultura e maison de la culture de bourges “pixel é um projecto de reflexão sobre a representação do corpo na era digital. um ecrã de 4 x 3 m desliza dentro de um túnel de cerca de 17 m de comprimento, fechando por completo o horizonte do espectador. dentro deste espaço de geometria variável o jogo de percepções é inesgotável. são instrumentos desse jogo, para além do já referido ecrã deslizante, os corpos dos dois performers, uma câmara digital de alta definição ligada a um computador, e os responsáveis pela manipulação da imagem em tempo real. feito de distâncias e proximidades, entre a abstracção total e o detalhe anatómico mais sofisticado, o objectivo deste jogo é envolver o espectador nas virtualidades de uma dramaturgia da pele – a pele como interface de comunicação com o outro e com o mundo exterior em geral.” “a 3x4 m screen slides along a 16 m tunnel. this enclosed space allows a limited number of people to witness and participate in a maze of visual perceptions dealing with the real body and its representation through the image. a digital camera and several sensors, connected to a computer, are used in real time. both the public and the performers take part in the action making each event different from the next. distance and proximity are the main characters of this visual play. using the body as a starting point, the images projected range from total abstraction to anatomic precision. skin as a communication interface with the other and the outside world in general is the centre point of this work.” Rui Horta | Portugal